Barra Grande: Águas cristalinas e peixes coloridos

De Itacaré, sul da Bahia, são 66km até Barra Grande. Perto mas longe, porque quase todo o caminho é feito entrando em uma península por um trecho da BR-030 de terra, onde alternam partes em bom estado e outras com muitos buracos.

Assim, o difícil acesso para carros e caminhões permite que toda a península seja preservada. Todas as ruas do povoado são de terra, tudo muito bem organizado e bonitinho nada de crescimento desordenado; tem uma igrejinha na praça, mercadinhos, a padaria (favorita para os lanchinhos baratos) e é claro, não poderia faltar, incontáveis restaurantes gourmet.

Chegamos, deixamos as coisas no camping Bom Jesus (15 reais, à poucos metros da praça) e fomos à praia. Bastava seguir a rua que vai da praça até o porto de onde saem barcos de hora em hora até Camamu e às estradas pavimentadas. Ali para os dois lados se estende uma faixa de areia e coqueiros por vários quilômetros rodeando a península. Paradisíaco. Fomos caminhando até a ponta do Mutá, onde é possível tomar uma cerveja gelada e barata na praia enquanto se vê o sol se por do outro lado da baía, atrás das colinas esverdeadas.

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No entanto, a atração mais especial da península foi no dia seguinte; Taipu de Fora. 7 km de estrada de terra ou andando pela areia da praia. Uma rua de lojinhas e restaurantes e a praia, que fica de frente para piscinas naturais impressionantes; tanto pelas águas claras, azul turquesa, quanto pela imensa variedade de peixes e outros animais marinhos de cores intensas, extremamente variadas e muitas vezes neon.

Chegamos cedo e ficamos esperando a maré baixar e revelar as piscinas. Alugamos snorkels (R$10), pés de pato(R$10) e uma GoPro(R$30). Indescritível é o sentimento de mergulhar com aquelas criaturas a sua volta, realmente era de se sentir em outro mundo misterioso e inexplorado. Logo no início do mergulho, na borda da praia, ainda de pé na areia já estávamos rodeados de peixes cor azul claro, amarelo e preto. Dezenas deles. Logo nadando pelo recife era possível ver lulas cintilantes, lesmas do mar e, prendendo a respiração, alguns peixes de meio metro que se escondiam dentro das cavernas subaquáticas.

Ficamos duas horas nadando e boiando pelos corais livremente, sem guia. Basta saber nadar um pouco porque as águas são tranquilas, as ondas quebram do outro lado do recife.

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A noite foi hora de dançar forró, uma banda local muito boa animou a festa mas logo já era hora de dormir e aproveitar o dia seguinte. O dono do camping nos havia falado sobre uma estrada de areia que passa entre a Lagoa do Cassange e o mar. Na entrada da estradinha dizia “Só 4×4” mas seguimos confiantes no nosso Gol alugado e nos habitantes locais que nos disseram que a estrada estava transitável.

Chegamos no ponto em que uma mínima faixa e areia e terra separa as águas da lagoa, que parecem um espelho de tão rasas e tranquilas, das águas salgados do oceano, onde a correnteza e as ondas são fortes e perigosas. Realmente um passeio incrível. Descobri que Barra Grande é um lugar pra voltar, e ficar.

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